Escolhas

“– Tia, se fores só tu a fazer e mais ninguém no mundo o fizer, não vale a pena.

– Porquê?

– Porque não vais ter grandes resultados. Não vais conseguir mudar nada sozinha.

– Por isso é que te estou a explicar o meu gesto. Quero que compreendas a sua importância e possas escolher fazer o mesmo. Assim, não serei só eu.

– Tens razão!”

Não sei como, mas o meu sobrinho consegue (quase) sempre deixar-me a pensar. Desta vez, tudo começou com uma torneira aberta e o dever de não desperdiçar água.

Aos olhos do mais pequeno, a minha acção por si só não valia a pena. Não teria impacto na resolução do problema. Então, para quê dar-me ao trabalho de a fazer?

Confesso que me foi difícil argumentar que, apesar desse ‘insucesso’ previsível, eu ia manter a minha postura. Nem sempre é simples defender que fazer o correcto e seguir os nossos valores tem peso e conta.

Do outro lado, encontrei uns ouvidos atentos que me prometeram pensar no assunto. A partir de agora ia ter mais cuidado, mas ainda não estava cem por cento convencido.

Clientes e potenciais clientes nem sempre aceitam e compreendem o porquê de algumas das minhas sugestões. Converso com eles e tento explicar que fazer diferente ou não seguir a maioria não é perder tempo.

É uma escolha acertada para quem quer comunicar com clareza, personalidade e autenticidade. Não é a mais rápida, nem a mais imediata ou até a mais barata. Mas é aquela que permite uma relação consistente, duradoura e de confiança com quem os lê.

São as nossas escolhas que nos definem.

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