Temos de confiar

“– Tia, hoje, fiz 9 cestos no treino.

– Parabéns!

– Eu parei, olhei para o cesto, confiei e atirei a bola. Sabes, temos de confiar.

– Parece-me uma boa estratégia.

– E é, tia. Tens de experimentar.”

A alegria do meu sobrinho, no final do treino de basquetebol, era contagiante. Aqueles 9 cestos eram motivo de muito orgulho para o mais pequeno. E para mim também.

A simplicidade com que ele descreveu o seu caminho para o sucesso desarmou-me. Aos 8 anos, já descobriu que acreditar em nós e nas nossas capacidades é essencial para conseguirmos atingir os nossos objectivos.

Quem nunca recusou um desafio ou adiou um projecto, pessoal ou profissional, por não acreditar que era capaz? Eu sim e não foram assim tão poucas as vezes.

Mesmo quando tenho a teoria na ponta da língua e a prática bem ensaiada, a confiança treme. As dúvidas, as inseguranças e até os medos mexem comigo. O que acaba por afectar a minha escrita e o meu humor.

Tudo porque não confio em mim como deveria confiar. Mas agora que tenho um especialista em casa, vou esforçar-me por seguir os seus conselhos.

Vou parar, posicionar-me, confiar e lançar a bola.

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