O tempo passa, mas é como se não passasse. Esqueço-me dos problemas, das dúvidas e das incertezas. Nada mais importa. A minha concentração é toda ela dedicada à procura daquela peça ou daquele espaço.
Quando faço puzzles baixo a guarda, num misto de boa disposição e descontração. Consigo abstrair-me e simplesmente aproveitar o momento. Como costumo dizer a quem me conhece, é a minha meditação activa.
O gosto pelos puzzles vem de miúda. Passava horas sozinha a construir aqueles quadros mágicos. Encontrar a peça certa era (e ainda) é um desafio irresistível. Ali, as inúmeras tentativas e erros não eram sinónimo de frustração.
Agora, na companhia dos meus sobrinhos, é ainda mais saboroso montar puzzles. Não importa o número de peças, nem o grau de dificuldade. A diversão está garantida.
Para mim, um puzzle é sinónimo de pôr as mãos na massa e fazer acontecer. Além disso, ‘ganho’ tempo de qualidade e alimento a minha criatividade com doses generosas de curiosidade.
O difícil não é começar, mas parar.