Criatividade = Paciência
A criatividade anda nas bocas do mundo. Profissionais criativos, conteúdos criativos, projectos criativos. Todos desejam destacar-se através da sua criação e do respectivo acto criativo.
Não sou a excepção. Também eu ambiciono escrever criativamente e ser reconhecida por isso. Mas nem sempre consigo passar para o papel a minha criatividade.
Há dias em que os textos parecem todos iguais. A mesma ideia repetida até à exaustão. Títulos sem um toque pessoal. Conteúdos sem autenticidade. Por mais que tente e me esforce, nada do que escrevo me satisfaz.
Culpo a falta de inspiração, de talento e até de conhecimento. É sempre fácil encontrar desculpas, quando as coisas não correm como planeamos. Não é?
Enquanto procuro os culpados, dou por mim a pensar na criatividade e no que isso significa.
Criar exige doses reforçadas de paciência. Ninguém cria num abrir e fechar de olhos ou num estalar de dedos. É preciso tempo para concretizar as nossas ideias.
O imediatamente não tem lugar, nem espaço no processo criativo. Experimentar, errar, repetir, aprender e evoluir são etapas que temos de seguir passo a passo, sem atalhos.
Acredito que o foco e a energia do criador devem estar em cada uma das etapas separadamente. Porque assim, se ou quando não dá certo, sei onde corrigir, recomeçar, continuar ou até parar.
Na correia do dia-a-dia, queremos ver o resultado logo. Só que não há fórmulas, nem truques ou pozinhos de perlimpimpim para ser criativo.